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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

IMFORMAÇÕES DO EVENTO

FENECIT DIA 14, NO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE ESTÃO TODOS CONVIDADOS A VISITAR. O EVENTO DURARÁ ATÉ 17:00 HRS E COMEÇARÁ DE 08:00 HRS. OBRIGADA A TODOS POR VISUALIZAR NOSSO BLOG.

domingo, 4 de setembro de 2011

Como você pode saber se está sofrendo de algum tipo de doença psicossomática?

Meus caros amigos leitores, hoje em dia as doenças psicossomáticas estão cada vez mais fazendo parte do nosso cotidiano. Primeiramente quero explicar o que são doenças psicossomáticas, popularmente diz-se que doença psicossomática ou doença psicológica é aquela que não apresenta sintoma orgânico real, ou seja, quando você acha que tem uma doença que não existe. Esta definição, embora comum, é errada. Doenças psicossomáticas são manifestações orgânicas que podem ser causadas ou cujos sintomas podem ser agravados por aspectos psíquicos (mental/emocional).

A cada dia surgem mais e mais evidências de que corpo e alma estão tão estreitamente ligados que aquilo que afeta um, acaba afetando também o outro. Por isso que principalmente no ambiente do trabalho, as pessoas estão mais propensas a adquirir doenças psicossomáticas, principalmente aqueles que trabalham com muita pressão e metas, trabalham com muito barulho, aqueles que não estão satisfeito com o trabalho. Que sofrem muito stress.

A preocupação em criar um ambiente de trabalho saudável tem razão de ser. No ranking das enfermidades que mais afastam trabalhadores, as psicossomáticas ocupam a segunda colocação, atrás apenas das doenças osteomoleculares, categoria que acolhe as Lesões por Esforço Repetitivo (LER).
Como você pode saber se está sofrendo de algum tipo de doença psicossomática?

·         Se considerarmos que todo sintoma orgânico relaciona-se a uma ou mais causas psíquicas, o próprio sintoma é um indício. No entanto, em alguns casos a interferência do psiquismo é mais evidente:
·         Doenças infecciosas junto a quadros emocionais, por exemplo, fique atento com gripes sucessivas em um período depressivo. Isto demonstra claramente a queda na imunidade;
·         Crises de determinadas doenças imediatamente após brigas, sustos e outros fatos desencadeantes;
·         Sintomas orgânicos não justificados por exames clínicos ou laboratoriais: você sente que está doente, mas nenhum médico consegue descobrir o que é e muitas vezes nem acredita em você. Este é o quadro típico da conversão psíquica;
·         Doenças que surgem apenas em períodos de crise emocional, stress ou mudanças na vida ou doenças crônicas que pioram sob essas condições;
·         Muitas doenças orgânicas e pouca emotividade. É o caso, por exemplo, de pessoas que não conseguem sentir a alegria ou a tristeza em situações em que isso seria esperado, como se tudo fosse neutro.

sábado, 27 de agosto de 2011

A Prática de Trabalho Voluntário como Prevenção de Doenças Psicossomáticas

Resumo da monografia apresentada à FACIS/IBEHE, para obtenção do título de especialista em Psicossomática (SP/2001), recém-apresentada no 4º Encontro Internacional de Medicina Integrada, na UNICENP – Curitiba – 16 e 17 de abril de 2005. Publicado na revista nº9, pág.20, abril 2006 da ASAMI (Academia Sul Americana de Medicina Integrada)

Na nossa cultura, a formação dos médicos e dos psicólogos está toda voltada para lidar com a doença e não com a saúde. A partir da constatação dessa realidade, sentimo-nos chamados a voltar a atenção para a prevenção ou profilaxia de doenças e desenvolvermos nossa consciência para uma Psicossomática Comunitária.
De acordo com a Psicossomática, a maior parte das doenças é de origem emocional e se instala no corpo, ou soma (doença física), ou na mente (doença psíquica) do indivíduo que cria, por um motivo ou outro, sua própria necessidade de adoecer. Segundo Zenidarci: "Os processos desencadeadores do adoecer estão estreitamente ligados às perdas e frustrações vividas pelo indivíduo e à elaboração ou não destes fatos. O stress, tanto físico quanto psíquico, e a baixa tolerância ao ’não’ também são fatores desencadeantes. Cada um de nós tem um estilo de vida, portanto, temos com isso um próprio estilo de adoecer. Os grandes filósofos e médicos da antiguidade já diziam que o principal fator causal das doenças é a conduta do indivíduo e suas consequências."
Como ninguém é uma ilha, estando todos na roda da vida sob influências do meio sócio-cultural-econômico e, ainda, tendo que levar em conta nossa personalidade com todos os complexos e traumas adquiridos desde o nascimento, podemos inferir ser utópica a possibilidade de um indivíduo nunca ficar doente. (Isso sem levar em conta fatores externos, pertencentes ao meio ambiente físico).
Segundo a OMS, "saúde é o total bem-estar biopsicossocial do homem". Se aceitarmos essa definição de saúde como um estado de permanência, ficaremos desesperançados e nos sentiremos impotentes diante das circunstâncias da vida. No entanto, se considerarmos que vivemos num continum entre não doença/doença/não doença..., então poderemos nos motivar a permanecer o maior tempo possível no estado de não doença (equivalente a saúde) e, ainda, se entrarmos na doença, existirá a possibilidade de sairmos dela por um esforço pessoal, vontade e deliberação.
Conforme nos diz Romano: "O fato real é que o psiquismo é fundamental na conservação da saúde e que o indivíduo adoece por ‘opção’ de vida, mesmo que de forma inconsciente!" Muitos são os fatores e, entre eles, o que mais comumente aparece é a necessidade que o ser humano tem de ganhar atenção e cuidados especiais, ou seja, a necessidade de sentir-se amado.
Como na Psicossomática é importante considerar o indivíduo como um todo, pois ele adoece por inteiro, e de acordo com o embasamento teórico apresentado nesta monografia, faz-se necessário incluir o nível espiritual na definição de saúde proposta pela OMS, passando a ser assim definida: "Saúde é o total bem-estar bio-psico-social-espiritual do homem", indo, dessa maneira, ao encontro dos conceitos da Psicologia Analítica, da Psicologia Transpessoal e da Psicossíntese.
Dentro da Psicossíntese, é clara e concisa a afirmação sobre a importância do desenvolvimento espiritual na saúde mental dos indivíduos. Nesse sentido, o termo ‘espiritual’ remete não somente a experiências tradicionalmente consideradas religiosas, como também a todos os estados de consciência e a todas as funções e atividades humanas que têm como denominador comum a posse de valores superiores aos comuns - valores éticos, estéticos, heroicos, humanitários e altruístas.
Se, como foi dito anteriormente, cada um de nós tem um estilo próprio de adoecer, poderemos também afirmar que cada um de nós tem seu próprio estilo de não entrar na doença, ou seja, de preveni-la permanecendo, assim, em ótimo estado de saúde.
Refletindo sobre a possibilidade de trabalhos humanitários e altruístas serem o caminho para se permanecer em estado de saúde, surgiram duas hipóteses para serem investigadas: 1) o que leva um indivíduo a realizar trabalhos voluntários é o fato de ele ter tido um despertar espiritual e, consequentemente, estar em busca da satisfação das suas metanecessidades; 2) o indivíduo que satisfaz suas metanecessidades mantém sua saúde psíquica e física.
Definindo os conceitos propostos nas hipóteses, temos: “Despertar espiritual: é o acordar para outra realidade diferente daquela em que esteve até então; é sair do mundo da ilusão; é a tomada de consciência de outros níveis da mente.” As experiências que costumam preceder o despertar espiritual são aquelas que causam algum choque emocional ou que colocam a vida em xeque como, por exemplo, a perda de um ente querido, ter sobrevivido a um acidente grave ou a uma doença, ter entrado em estado de coma, separação de laços afetivos ou matrimoniais, a dor da traição, mudança de cidade ou país com culturas e costumes diferentes, a perda de emprego, rompimento de sociedades, etc. Porém, por vezes, a crise que precede o despertar espiritual se manifesta sem causa aparente e no pleno gozo da saúde e prosperidade. A mudança começa, muitas vezes, com uma crescente sensação de insatisfação, de carência, de "alguma coisa que falta" e que nada tem de material e definido. Acrescenta-se a isso, gradualmente, um sentido de vazio com relação à vida cotidiana. Assuntos pessoais, que antes absorviam tanto a atenção e o interesse, parecem perder a importância e o valor. Surgem novas preocupações. O indivíduo começa a procurar a origem e o propósito da vida, a perguntar a razão de muitas coisas que antes tinha por certas - a questionar, por exemplo, o sentido do sofrimento pessoal e alheio, e da justificativa possível para tantas desigualdades no destino dos homens.
O despertar espiritual provoca as chamadas metamotivações - motivações advindas da alma - tais como: vontade de ajudar o próximo, de diminuir a dor e o sofrimento do outro, colocar-se a serviço de Deus e da humanidade.
“Metanecessidades: são necessidades da alma, tais como sentir alegria, paz, harmonia, amor incondicional, humildade, compaixão, sensibilidade, intuição, preencher o vazio interior, estar próximo de Deus e fortalecer a fé. “
As quarenta pessoas que fizeram parte da amostra para a realização deste trabalho científico, todas voluntárias que aplicavam o Reiki, ao serem entrevistadas, nos forneceram dados que vieram comprovar as nossas hipóteses. Todas elas haviam passado por um despertar espiritual e haviam sido motivadas a ouvir a voz interior que apontava para um trabalho humanitário. Tendo restaurado o eixo ego/self, isto é, o equilíbrio entre a personalidade e a alma, tornaram-se saudáveis psiquicamente. Em decorrência da saúde mental tornaram-se, também, saudáveis fisicamente.
Dessa forma, ficaram comprovadas as hipóteses que, justapostas, nos dão a seguinte fórmula operacional, entendendo que um item leva ao subsequente: o despertar espiritual
à metamotivações à trabalho voluntário à metanecessidades satisfeitas à saúde psíquica à saúde física.
E, assim, terminamos o nosso trabalho com a certeza de que a afirmação feita por São Francisco de Assis foi comprovada cientificamente: "É dando que se recebe".

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Infância e Adolescência: quando buscar ajuda?


Não se sabe exatamente quando a criança deixa de lado a chupeta e adota o laptop, antes passando pelo celular. Antes parecia possível ver a criança passar serenamente para a pré-adolescência, desta para a adolescência e, paulatinamente, para o adulto jovem. Hoje o desenvolvimento da infância e adolescência é mais turbulento.
Entre a infância e adolescência existe a criança adolescentóide – arremedando o adolescente – com batom, celular e preocupado com grifes, cortes de cabelo fashion, bem como o adolescente com (ir) responsabilidades infantis. Participando desse desenvolvimento complicado existem no Brasil cerca de 5 milhões de crianças e adolescentes demonstrando problemas emocionais, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Associação Brasileira de Psiquiatria realizou, em parceria com o instituto Ibope, promoveu uma pesquisa nacional que estimou a prevalência de sintomas dos transtornos mentais mais comuns na infância e na adolescência (de 6 a 17 anos). Para essa pesquisa foram entrevistadas 2002 pessoas, em 142 municípios de todas as regiões do Brasil em outubro de 2007.
Aproximadamente 12,6% das mães entrevistadas relataram ter um filho com sintomas emocionais suficientes para necessitar tratamento (vem daí o número de cinco milhões). Dessas mães, 28,9% delas não conseguiram ou não tiveram acesso a atendimento público; 46,7% obtiveram tratamento no SUS e 24,2% através de convênio ou profissional particular. Em geral as crianças que não conseguem tratamento se desenvolvem mal e podem se tornar adultos vulneráveis e com dificuldades emocionais.
Segundo a pesquisa, a maior parte das crianças e adolescentes apresenta sintomas que somam mais de um transtorno emocional. Resumindo, são mais de três milhões (8,7%) com sinais de hiperatividade ou desatenção; mais de 2,5 milhões (7,8%) com dificuldades de leitura, escrita e contas (sintomas que correspondem ao transtorno de aprendizagem), mais de 2 milhões com sintomas de irritabilidade e comportamentos desafiadores e igual número com dificuldade de compreensão e atraso em relação a outras crianças da mesma idade.
Sinais importantes de depressão típica também aparecem em aproximadamente 1,5 milhão (4,2%) das crianças e adolescentes e mais 1,5 milhão delas apresenta transtornos ansiosos importantes. Mais de um milhão das crianças e adolescentes (2,8%) apresenta problemas significativos com álcool e outras drogas. Esta população parece ter enfrentado uma dificuldade ainda maior para conseguir tratamento. Na área de problemas de conduta, como mentir, brigar, furtar e desrespeitar, 1,2 milhão (3,4%) de crianças apresenta problemas.
SINTOMAS DE PROBLEMAS EMOCIONAIS MAIS FREQÛENTES*   -   %
Hiperatividade/Desatenção
8.7
Tristeza/desânimo/choro
4.2
Ansiedade com separação da figura de apego
5.9
Dificuldades com leitura, escrita e contas
7.8
Medos específicos (insetos, trovão, etc)
6.4
Ansiedade em situações sociais
4.2
Ansiedade com coisas rotineiras (provas, o futuro, etc)
3.7
Comportamentos desafiadores, opositivos/irritabilidade
6.7
Dificuldades de compreensão/atraso escolar
6.4
Problemas com o uso de álcool e/ou drogas
2.8
Mentiras/brigas/furtos/desrespeito
3.4
* - Dados da pesquisa da ABP coordenada pela Dra. Tatiana Moya - Release da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) de 10/10/2008, disponível em http://www.abpbrasil.org.br/sala_imprensa/releases/exibRelease/?release=115.


domingo, 21 de agosto de 2011

Quais os sintomas de uma pessoa que possui doenças psicossomáticas?


De fato depende...
Sintomas comuns à ansiedade (pessoas que sempre consideram o futuro perigoso) > taquicardia, sudorese, desconforto no trato intestinal... Etc...
Sintomas comuns à depressão: isolamento, apatia, mudança no apdrao de apetite e sono... Etc...
O estado emocional, a forma como você interpreta a si, o outro e o mundo cognições/pensamentos) podem levar você a vivenciar uma emoção de ansiedade ou depressão, causando mudanças físicas...e essas mudanças físicas podem fazer com q você pense estar doente.
Ex: Síndrome do pânico de aeronave- a pessoa entra no avião e pensa "isso aqui vai cair e eu vou morrer"...fica ansiosa...os batimentos cardíacos aceleram...
Ela não pensa q esse sintoma e comum a ansiedade...ao invés disso ela da uma interpretação catastrófica e pensa " eu vou ter uma ataque cardíaco e vou morrer, por isso meu coração está acelerado"....
Esse e um exemplo típico de como mente e corpo estão ligados.....eis o grande mistério da psicossomática, que nada mais é do que interpretações distorcidas dos sintomas físicos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Doenças Psicossomáticas da Pele

O sistema tegumentar, ou tegumento comum, é a cobertura externa e contínua, que envolve todo o organismo; sendo interrompido apenas em seus orifícios naturais, onde se prolonga pela respectiva mucosa. No corpo humano é formado pela pele, cabelos, pêlos, unhas, glândulas mamárias, glândulas sudoríferas e glândulas sebáceas; além dos produtos destas glândulas, o suor e o muco. Seus orifícios naturais são as pálpebras, os canais auditivos (meatos acústicos externos), as narinas, a rima bucal, a uretra e o ânus.
Sob o ponto de vista anatômico, o tegumento comum é constituído por dois planos, um mais superficial denominado cútis e outro mais profundo denominado tela subcutânea. Os pêlos, cabelos, unhas e glândulas (alveolares e glomiformes) são tratados como anexos. Já do ponto de vista fisiológico, Lockhart et aldefiniram que “não há manto que se compare à pele em seus diversos papéis de impermeabilizar, aquecer, proteger do sol e resfriar, sensibilidade a um toque de pluma, à temperatura e à dor, suportar o desgaste de setenta anos e executa sua própria reparação” (apud KAPIT; ELSON, 2004. p. 18). Não só isso, mas o sistema tegumentar protege o corpo contra partículas nocivas e contra a desidratação, e consegue gerar vitamina D por meio da exposição à luz ultravioleta.
A cútis, conhecida vulgarmente como pele, é formada por suas membranas sobrepostas, sendo a mais externa e avascular a epiderme, e a mais interna, fibrosa e vascularizada, a derme ou cório1. A epiderme se subdivide em camadas de células achatadas (epitélio pavimentoso estratificado) chamadas de córnea, lúcida, granulosa, espinhosa e basilar; a derme se subdivide em camadas papilar de tecido conjuntivo frouxo, reticular de tecido conjuntivo denso, e é separada da epiderme por uma membrana de queratócitos mitóticos que formam a camada basilar.
Segundo Sebastião (1985), é na epiderme que se encontram os diversos tipos de pigmentos que dão as cores características às raças humanas, tais como o caroteno, a oxi-hemoglobina e a melanina, o mais importante dentre eles. A coloração da melanina varia, indo do amarelo ao negro, dependendo de sua quantidade e concentração.
A cútis também desempenha um papel fundamental no equilíbrio térmico corporal, por meio da vaso dilatação e da vaso contrição, juntamente com as glândulas sebáceas, que produzem um líquido oleoso que impede a perda da temperatura orgânica, e as glândulas sudoríferas, que produzem ao suor. O suor, ao evaporar, elimina calor, abaixando a temperatura da superfície corpórea.
No sistema tegumentar também são encontradas as glândulas ceruminosas, axilares, circumanais e vestibulares nasais; e as glândulas mamárias, que são localizadas sob os mamilos, ou papila mamária, uma pequena protuberância na pele, rica em terminações nervosas, contendo entre 15 e 20 ductos lácteos distribuídos cilindricamente, cercada pela auréola. A função primária das glândulas mamárias é a nutrição dos recém-nascidos.
Assim como as glândulas, os pêlos, cabelos e unhas também são considerados anexos da pele; porém sua importância funcional é cada vez menor nas sociedades tecnologicamente avançadas.
Um estudo mais aprofundado da pele é “eminentemente microscópico” (DÂNGELO; FATTINI, 2006), tendo sido aqui registradas algumas das informações básicas, o mínimo necessário ao entendimento desse sistema.
A pele é particularmente propensa a doenças psicossomáticas2, ou doenças psicofisiológicas. Tais estados disfuncionais são causados por processos mentais daquele que está sofrendo, ao invés de possuir uma causa imediatamente fisiológica. Condições emocionais tais como depressão e ansiedade são determinantes. A interação entre os fatores psicológicos e o sistema imunológico é estudada pela psiconeuroimunologia.
Interação extremamente complexa, como Swartz e Semrad (1951) demonstram ao citar Thompson, que “lista um grande número de manifestações físicas e conhecidas como doenças psicossomáticas que podem ocorrer com a psicose, [...] dermatografia, acrocianose, doenças acneiformes e pústulares na pele, hirsutismo e oleosidade, e compleicionalidades turvas, todas são observadas no esquizofrênico” ao mesmo tempo que relatam o caso de uma paciente de 23 anos de idade, diagnostica como portadora de psicose maníaco-depressiva, que sofreu dedermatite alérgica durante a vida toda: quando seu quadro psicológico melhorava, pústulas recobriam toda a sua pele e a alergia piorava; porém quando seu quadro psicológico degenerava, culminando em episódios de mania, sua pele apresentava uma melhora significativa.
Os fatores responsáveis por desencadear estas doenças podem ser os mais variados; Wittkower e Lipowski (1966) apontam para a possibilidade de que a alta incidência de doenças psicossomáticas da pele entre os povos africanos estar “relacionada ao contato próximo e prolongado das crianças ao corpo da mãe [origem de alguma dependência emocional].” Fatores culturais podem se mostrar mais relevantes do que fatores ambientais e econômicos nos estudos casuísticos.
Algumas das doenças psicossomáticas da pele são: a urticária, manifestando-se na forma de lesões vermelhas, com crostas, na área do pescoço, braços e rosto, embora possa aparecer em todo o corpo; a dermatite seborréica aparece gradualmente, na forma de uma escamação que pode ser seca ou gordurosa no couro cabeludo; a psoríase, reconhecível por suas formações escamosas prateadas e placas de diversos tamanhos, provocadas por um crescimento e uma produção anormalmente elevada das células cutâneas; a dermatite atópica, que é um transtorno crônico e recorrente, caracterizado por lesões rubras, prurido intenso e ressecamento em diversas partes do corpo, acompanhado de extrema sensibilidade a estímulos irritantes de contato, geralmente em episódios agudos intercalados com períodos sadios de duração variável; e o vitiligo, que é a descoloração da pele em certas áreas, com aumento progressivo das manchas, sem maiores danos à saúde.
Clinicamente todas essas doenças são hodiernamente classificadas como tendo causa desconhecida, embora algumas delas estejam relacionadas a fatores hereditários. Todas elas compartilham do fator psicológico, uma vez que casos de estresse, traumas e transtornos psíquicos são comuns nos pacientes.