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domingo, 31 de julho de 2011

O Corpo Também Afeta a Mente

Uma doença física também provoca sofrimento mental. Uma pessoa que tenha uma doença que a debilite fisicamente, que a deixe afastada dos outros, isso pode iniciar uma depressão por exemplo. Nestes casos também deve receber tratamento médico e psicológico.
Isso significa que tratar um problema psicológico ajuda a tratar das doenças do corpo e também previne para que seu sofrimento mental não faça o corpo adoecer.

Doenças que não tem nada a ver com psicossomática:
Câncer por exemplo. Por algum tempo fizeram muita maldade dizendo que quem tem câncer  “criou” esse câncer nele mesmo. Quer dizer que além de ter que tratar a doença, as pessoas com câncer ainda carregavam a culpa por estar doente, isso é maldade com o doente.
Tuberculose também, já foi dito que um tipo de personalidade provoca tuberculose. Uma pessoa romântica demais teria tuberculose- tudo bobagem. Não é assim que acontece.

sábado, 30 de julho de 2011

Toda doença tem fundo emocional?

Não. Mas o inverso é verdadeiro, a saúde física abalada também abala o emocional, quando uma pessoa descobre que tem câncer, o seu emocional fica muito abalado. Se ela não se controlar emocionalmente  pode ter sua resistência prejudicada e acabar ficando mais debilitada ainda. Por isso é muito importante o acompanhamento psicológico nestes casos mais graves.

Somatização:
Quando alguém diz que a pessoa está somatizando, está dizendo que ela apresenta sintomas físicos mas, mesmo não havendo uma doença física, a causa destes sintomas é emocional. 
Por exemplo, é o caso da pessoa que sente taquicardia, o coração dispara e ela vai ao médico achando que está com problema no coração, chegando lá ela faz exames, e não acusando nada, o médico dispensa o paciente dizendo que ele está bem fisicamente. Esta taquicardia pode ser sintoma de pânico, síndrome do pânico.
Isso é somatização. Os exames não acusam nada porque a pessoa não tem nada fisicamente, o sofrimento físico é um reflexo do sofrimento emocional, que está mais escondidinho. O correto nessa situação é que o médico encaminhe a pessoa para um tratamento com psicólogo. Só o psicólogo pode tratar e amenizar esse sofrimento que apesar de estar se manifestando no corpo, ele é essencialmente mental, é psicológico.
Somatização é quando a pessoa apresenta sintomas, cuja avaliação do médico não identifica qualquer problema orgânico, mas identifica uma causa psicológica, e o tratamento é feito só com psicólogo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Doenças psicossomáticas e Somatização

  “Somatização” “Doença psicossomática” não são exatamente a mesma coisa.
Esse assunto foi matéria de uma revista Veja com o título: “Corpo e mente. O real poder do cérebro sobre a saúde”. Com esse nome eles estão mencionando tanto o poder do cérebro de “criar” doenças como também o poder de “curar” estas doenças. Tanto é que o subtítulo da matéria é: “Quando o cérebro é o médico”.
Não se trata de “poder da mente”, mas da influência do seu aspecto emocional na saúde física.
A matéria está escrita como se fosse uma descoberta muito recente essa relação entre emoções, transtornos psicológicos, e a saúde do corpo. Na realidade a psicologia já sabe há muito tempo dessa intercomunicação: mente x corpo. Esse tema se chama psicossomática, e se refere às doenças de fundo emocional.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Concequencias das Doenças Psicossomáticas

As doenças psicossomáticas surgem como consequência de processos psicológicos e mentais do indivíduo desajustados das funções somáticas e viscerais e vice-versa. Caracterizam-se as possibilidades de distúrbios de função e de lesão nos órgãos do corpo, devido ao mau uso e ao efeito degenerativo, e descontroles dos processos mentais. Diferencia-se neste ponto das doenças mentais, em que o mau desempenho não é opcional. 
  Distúrbios emocionais desempenham papel importante, precipitando início, recorrência ou agravamento de sintomas, distinguindo das doenças puramente orgânicas. Porém, elas podem se transformar em doenças crônicas ou ter com um curso fásico. Tendem a associar-se com outros distúrbios psicossomáticos. Isso pode ocorrer numa família, em diferentes períodos da vida de um paciente ou em certos ambientes de trabalho e até de lazer. Mostram grandes diferenças de incidência nos dois sexos. Assim, asma é duas vezes mais frequente nos meninos do que nas meninas, antes da puberdade, depois, é menos comum nos homens do que nas mulheres. A úlcera do duodeno manifesta-se mais em homens, e a doença de Basedow, mais em mulheres.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

História Do Conceito De Doenças Psicossomáticas

Medicina psicossomática é um novo termo, mas descreve uma concepção da medicina tão velha como a própria arte de curar. Os médicos sempre souberam que a vida emocional tinha algo a ver com a doença, mas os conceitos estruturais introduzidos por Virchow  levaram a separar a doença da psique humana e a considerá-la como sendo apenas uma perturbação de órgãos e células. Com esta separação das doenças em mui diversas moléstias, veio a formação dos especialistas para atenderem às diversas enfermidades. Com os especialistas surgiu o emprego dos instrumentos de precisão e teve início a mecanização da medicina.

A medicina atual limita-se ao estudo do organismo como um mecanismo fisiológico, evidenciado pela química do sangue, pela eletrocardiografia e outros métodos de investigação, mas não revelando e, em verdade, frequentemente conservando pouco significativo, o fundo psicológico do paciente, o qual não foi considerado tão científico como os resultados dos estudos de laboratório. Este período pode, em verdade, ser referido como a "idade da máquina da medicina". Não se pode negar que notáveis desenvolvimentos ocorreram durante este período de ascendência do laboratório, mas deve ser admitido também que o lado emocional da doença foi quase inteiramente negligenciado.

No estudo das doenças psicossomáticas (menos de um século) o conceito de uma única causa específica, foi gradativamente dando lugar ao ponto de vista moderno de fatores variados atuantes. Os primeiros trabalhos não faziam distinção entre conversão histérica e reações psicossomáticas.

As figuras centrais no campo da medicina psicossomática foram Cannon, Deutsch, Selye, Dunbar, Alexander, Mirsky, e Wolf. Cannon apresentou excelentes evidências fisiológicas de sua hipótese da "luta ou fuga", expondo o papel da secreção de epinefrina. Deutsch pensou que um órgão específico era sensibilizado no início da vida por um trauma, e por isto, acompanhado de reação emocional (organo-neurose). A "unidade psicossomática" então criada achava-se posteriormente disponível para responder a vários conflitos.

O conceito de "doenças de adaptação" de Selye enfatizou o papel do sistema hipófise-suprarrenal em sua reação ao stress como sendo responsável por várias doenças. O perfil específico de personalidade de Dunbar ("caráter hipertensivo", "personalidade ulcerosa") exprimia correlações estatísticas entre doenças e tipos de personalidade, por exemplo: trombose das coronárias e tipos competitivos, autoconfiantes e agressivos. Estudos posteriores, entretanto, não confirmaram os trabalhos de Dunbar.

Franz Alexander introduziu o conceito fundamental de "conflito psicodinâmico" subjacente (especificidade do conflito): haveria relações específicas entre certas constelações emocionais e certas respostas fisiológicas, por exemplo: o desejo de receber afeto (conflito de dependência) e ulcera péptica ou o medo da separação materna e asma. Os conflitos podem mudar em um paciente no decorrer dos anos. Deste modo, pode-se explicar duas desordens psicofisiológicas em um mesmo paciente (artrite reumatoide e ulcera péptica, asma brônquica e doença coronariana).
Além do trauma emocional, do perfil da personalidade e do conflito emocional, também fatores constitucionais foram valorizados. Os estudos de Mirsky sobre a variabilidade individual da secreção cloridropéptica, constituem importantes contribuições nesta área.

Stewart Wolf foi responsável por um novo enfoque: múltiplas forças convergindo no  “paciente, agora" - incluindo forças biológicas, psicológicas, sociais, econômicas, hereditárias, familiares, ambientais etc. Esta corrente enfatiza Componentes etiológicos multifatoriais que interagem e produzem alterações através de complexos mecanismos fisiológicos e tieuroquímicos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Doenças Psicossomáticas

Psiquiatras e psicólogos investigam e tratam desse assunto.
Popularmente diz-se que doença psicossomática ou doença psicológica é aquela que não apresenta sintoma orgânico real, ou seja, quando você acha que tem uma doença que não existe. Esta definição, embora comum, é errada. Doenças psicossomáticas são manifestações orgânicas que podem ser causadas ou cujos sintomas podem ser agravados por aspectos psíquicos (mental/emocional).
As pessoas psicossomáticas não têm consciência de que a origem dos seus problemas é fundamentalmente psicológica, exigindo dos médicos a realização de exames e tratamentos diversos. Depois de ter sido determinado que a alteração é psicológica, a diferença existente com relação a outras doenças é determinada segundo a quantidade de sintomas e a extensão dos mesmos. A descrição dramática dos sintomas feita pelo paciente também contribui para o diagnóstico.

Se considerarmos que todo sintoma orgânico relaciona-se a uma ou mais causas psíquicas, o próprio sintoma é um indício. No entanto, em alguns casos a interferência do psiquismo é mais evidente:

Doenças infecciosas junto a quadros emocionais, por exemplo, fique atento com gripes sucessivas em um período depressivo. Isto demonstra claramente a queda na imunidade;
Crises de determinadas doenças imediatamente após brigas, sustos e outros fatos desencadeantes;
Sintomas orgânicos não justificados por exames clínicos ou laboratoriais: você sente que está doente, mas nenhum médico consegue descobrir o que é e muitas vezes nem acredita em você. Este é o quadro típico da conversão psíquica;
Doenças que surgem apenas em períodos de crise emocional, stress ou mudanças na vida ou doenças crônicas que pioram sob essas condições;
Muitas doenças orgânicas e pouca emotividade. É o caso, por exemplo, de pessoas que não conseguem sentir a alegria ou a tristeza em situações em que isso seria esperado, como se tudo fosse neutro.
Neste caso, as doenças, geralmente, surgem pouco tempo depois de algum fato significativo na vida.
Fonte(s):

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Técnicas Utilizadas para Tratamento de Doenças Psicossomáticas

Veremos, a seguir, técnicas utilizadas para as doenças psicossomáticas.
Gostaria antes de mencionar que os casos de insucessos podem estar em relação
direta com a relação terapêutica. A falta de rapport, de poder dar o anteparo necessário, a confiança para o cliente se abrir. Às vezes, o terapeuta quer ir depressa demais em dar a solução.
Por outras, não vê o cliente em seus valores, ou duplo vínculo (saúde/doença _ o que ganho se perder a doença). E no mais, quando o cliente ainda não está preparado, não se chega a real sombra do que causa o problema.
Mas, saudavelmente, a doença aparece até que o sujeito vá lidar com seus verdadeiros problemas.
Resumido: Sombra _ aceitação da emoção difícil _ trauma/crenças limitantes trabalhadas_ torna-se desnecessário ter o sintoma _ conexão saúde. Resistência _ sombra permanece _ aumenta pressão _ doença fica mais forte _ obrigando o
sujeito a seguir o caminho da pior forma possível.
3. Técnicas
Para Milton H. Erickson, se com a hipnose podemos mudar pressão, temperatura,
fazer alguém ruborizar, acelerar os batimentos cardíacos, ter analgesia; podemos com a mesma melhorar as atividades específicas de cada parte do corpo humano. Como a hipnose ativa o sistema límbico, o sistema das emoções, ativa digerir emoções retidas. Para Erickson era possível treinar o sujeito em hipnose para desenvolver habilidade de ruborescer, anestesiar, sentir peso numa das mãos enquanto a outra ficava leve.
Depois, em estágios mais avançados do treino hipnótico, fazê-lo imaginar imagens como pingar limão e a boca ficar seca (ótimo para dentistas), pôr a mão num balde de gelo para formigar, um prato de comida gostosa e salivar e assim por diante, até desenvolver neste sujeito a capacidade de controlar fluxo sanguíneo, ordens para as células que seriam sugestionadas a seguir.
Técnicas de aprendizagem da hipnose
1. Respiração
Lembrando sempre a Dra. Teresa Robles que a respiração chega a todas as suas
partes curando, cicatrizando saudavelmente.
2. Relaxamento progressivo
Ensinamentos de corpo pesado, leve, formigamento.
3. Lugar agradável + um acompanhamento de limpeza (cor, luz, água)
cachoeira
mar limpando
luz de cura
cor de cura
4. Levitação das mãos
Se as suas mãos são capazes de levitar, sua MIC pode também fazer mudanças
saudáveis.
Técnicas para os sintomas
1. Símbolos
Esta técnica é muito fortuita. Principalmente quando o sujeito não traz emoções.
Símbolo da doença (1o)
Símbolo do que causa a doença (2o)
Símbolo de recurso
Expansão do recurso com respiração e a parte sábia da mente
Sugestão de mudança do 2o
Sugestão de mudança do 1o
Sugestão pós-hipnótica de o símbolo do recurso estará sempre presente ajudando
saudavelmente.
2. Visualizações que curam
Técnicas derivadas de Gerald Epstein, do livro Imagens que Curam e Técnicas de
Simonton.
Podemos citar – suas células como exército a seu favor.
mar limpando
luz limpando
formigas do bem.
3. Técnicas das mãos paralelas de E. Rossi
4. Técnicas de regressão
Do trauma às crenças limitantes – Self-relation de Stephen Gilligan.
As técnicas do Revisando o passado para construir o futuro, de Teresa Robles.
5. Técnicas de Teresa Robles
símbolo
Eu sábio
muro
disfarces
estados do Eu
6. EMDR e Estados do Eu de Watkin
7. Metáforas
jardineiro descuidado
jogo do contente
árvore e as formigas saúvas
cuidados com as terras desérticas
a arvorezinha isolada
Resumo
· A pessoa adoece quando desconecta da emoção.
· As emoções são incorruptíveis.
Todo ser humano tem polaridades. Se não está em equilíbrio com suas partes a sombra aparece como doença.
· Os órgãos são como metáforas:
rins – parelha, amor
artrite reumatóide – pare! desacelere! mostra os punhos cerrados, a raiva que não se fala.
rinite – irritação com o que vem de fora, raiva.
enxaqueca – raiva sobe à cabeça. Me deixe quieto!
anorexia – me deixe magra! Não quero ter bebês!
cólicas menstruais – ei, estou menstruada, sou mulher, mas tenho muita raiva para aceitar.
Assim, pode ver que as doenças têm sua maneira particular de mostrar as
emoções escondidas.
· Saúde – depende da aceitação e da conexão.
· Ir contra a doença só aumenta os sintomas.
Encare, tenha coragem de aceitar o lado sombra e a luz aparece!
Fonte do texto : Sofia Bauer

domingo, 24 de julho de 2011

A ação das doenças psicossomáticas na saúde do corpo

As doenças psicossomáticas podem exercer ação na saúde do corpo de maneira intensa. 
A hipófise, uma glândula que possui ligação com a região do hipotálamo no cérebro, é a responsável pelo mecanismo que desencadeia a doença, uma vez que ela produz hormônios que controlam todas as funções do organismo. 

As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas emoções alteram as funções do hipotálamo e sua conexão com a hipófise. As doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais causadas ou agravadas pela tensão nervosa são resultados desta alteração. Sendo assim, pode-se dizer que as doenças psicossomáticas têm componente psíquico, a manifestação de doenças orgânicas é ocasionada por problemas emocionais. 

O corpo possui suas próprias defesas, ou seja, ele manifesta, coloca para fora as emoções que às vezes a pessoa tenta esconder por meio de tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes.

Literalmente falando, doença psicossomática é quando problemas psicológicos se tornam físicos. A explicação seria que a mente não conseguiria resolver com o problema com os mecanismos de defesa então "jogaria" o "problema" e/ou "ameaça" para o corpo excluir em forma de doença, sintomas. Exemplos de doenças psicossomáticas seriam:

Artrite 
Câncer (depende do câncer) 
Manchas no corpo 
Úlcera 
Problemas nos olhos como hipermetropia, astigmatismo, miopia. 
Mas é lógico que isso pode variar dependendo da qualidade de vida da pessoa, por exemplo: se pessoa fuma muito desde quando é jovem é quase certeza que terá um câncer no pulmão ou até de boca (por causa do cigarro e não de problemas psicológicos). Normalmente pessoas reclamam de dores em certas partes do corpo, isso pode ser um sintoma psicossomático.

sábado, 23 de julho de 2011

Doenças Psicossomáticas são Diferentes Doenças Psicológicas

Doenças psicossomáticas são consequências de problemas emocionais mais são doenças orgânicas, doenças que quando você vai ao médico ele identifica fisicamente o problema, por exemplo; uma pessoa sente dores na barriga e procura um gastro e através de exames é diagnosticado uma gastrite ou uma úlcera, o paciente e medicado e os sintomas somem, algumas semanas depois volta tudo e assim consequentemente os problemas voltam porque devido ao estresse, pânico, ansiedade ou qualquer problema emocional seu corpo adoece realmente de forma orgânica.

Já na doenças psicológicas por exemplo você sente dor na barriga procura um gastro e faz exames e dá tudo normal, aí você diz; "mais doutor eu sinto dores, cólicas no estômago como todos os exames deram tudo normais?" e aí é diagnosticado que é psicológico, que também é resultado de problemas emocionais, mais não existe problema orgânico(físico)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Conceito de Doenças Psicossomáticas

O conceito de psicossomática considera o ser humano de forma integral, entendendo o homem através do corpo, mente alma e espírito, sem que exista uma separação ou fragmentação do mesmo. Compreende o ser humano em contextos diversos (social, familiar, relacional e profissional) entendendo que por estes meios ou contextos, o homem é direta ou indiretamente influenciado.

A psicossomática corrobora que corpo, mente, alma e espírito precisam estar em equilíbrio para que o homem mantenha sua saúde como um todo. Quando uma das partes está em desequilíbrio, esta poderá influenciar e até mesmo, provocar o desequilíbrio das demais, causando sintomas ou adoecimento.

E assim, surgiu a ciência que denomina como doenças psicossomáticas aquelas que têm origem psicológica, porém causam alterações e manifestações no corpo. Dessa maneira, entendemos o corpo como um espelho no qual se reflete o sofrimento ou conflito emocional. "Mens sana in corpore sano" significa "mente sã em corpo são". Corpo e mente estão interligados e os dois em equilíbrio significa saúde.

Quando os conflitos emocionais se agravam e já não é possível continuar reprimindo o sofrimento, o mesmo é deslocado da mente para o corpo, provocando alterações biológicas que caracterizam os sintomas e as doenças. São diversas as doenças que possuem fator psicossomático; ou seja, que podem ter origem ou piora de acordo com o estado emocional do indivíduo, entre elas estão: as alergias; artrites; câncer e doenças autoimunes; doenças respiratórias (asma, rinite); gastrite e úlcera; doenças dermatológicas; impotência e disfunções sexuais; hipertensão arterial; fibromialgia; entre outras.

McDougall (1996) considera o corpo como “um palco de emoções”, neste sentido o homem adoece para punir-se ou proteger-se de conflitos e sofrimentos psíquicos. A mesma refere que se as defesas emocionais se esgotam, o corpo sob ameaça manifesta os sintomas ou doença, como uma descarga emocional que necessita acontecer antes da falência total do mesmo.

Simonton (1987) afirma que “a pessoa simplesmente não consegue mais lidar com o que está acontecendo e fica doente”. Ocorre geralmente após uma grande perda ou situação de vida que provoca intenso sofrimento, gerando sentimentos e dor emocional de grande proporção, sem que o ser humano tenha controle do que está sentindo. Grandes perdas quando não elaboradas criam adoecimento! Lutos, abandonos, perdas amorosas, traições, perdas de emprego ou aposentadoria para algumas pessoas, adoecimentos físicos graves com iminência de morte, perdas físicas ou funcionais por adoecimento que geram grande sofrimento emocional são algumas razões para que o sujeito necessite de assistência psicológica e não desenvolva uma doença psicossomática.

Saúde significa equilíbrio da mente e do corpo. Precisar de ajuda psicológica não significa ser fraco diante das dificuldades da vida, significa cuidar de si mesmo, valorizando sua saúde emocional da mesma forma que valorizamos a saúde física quando procuramos um médico diante do desequilíbrio do corpo.


Beijos e até a próxima postagem! 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Doenças Psicossomáticas

O termo Psicossomático vem do grego. Psyche que é igual à alma e Soma que é igual a corpo.
A expressão foi usada à primeira vez e, 1922(literatura alemã). Mas a compreensão de que a mente e o corpo são interligados remonta há mais de 5.000 anos A.C. Hipócrates já dizia que para que as curas ocorressem seria necessário aos médicos conhecerem o todo, não somente o físico.
A Psicossomática é o estudo das relações entre as emoções e os males do corpo, baseia-se na observação de que estresses psicológicos e socioculturais podem desempenhar um papel na predisposição, inicio curso e resposta ao tratamento de algumas alterações fisiológicas e distúrbios orgânicos.
A culpa, o medo, a tensão do dia-a-dia, não podem ser medidos, mas podem ser tão patogênicos quanto um vírus.
Doenças psicossomáticas são doenças físicas provocadas por um estado emocional alterado e prolongadas. O corpo faz esforços constantes no sentido de conservar-se em equilíbrio. Se a tensão e outros fatores desequilibrarem a gangorra, o corpo vai buscar uma adaptação através de alterações em sua química, que poderá ser danosa para o resto do organismo, levando ao que se denomina de moléstias de adaptação. A doença pode surgir quando o individuo esta sobtensão, como já dissemos, e algumas das fontes é a alteração externa. Acontecimentos importantes na vida particular, bons ou maus, podem torná-lo vulnerável as doenças. Comoção social, pressões de guerra, tensões no trabalho, ritmo acelerado da vida cotidiana, morte na família, separações, desemprego: Todos esses estados são acompanhados de altos indicies de moléstias. As doenças psicossomáticas são os preços que pagamos pela civilização. É uma doença dos povos civilizados.
A estrutura de personalidade tem influencia. Pesquisadores têm chegado à conclusão que pessoas com certos traços característicos são suscetíveis de sofrer determinadas enfermidades. Por exemplo, um individuo que tenha predisposição hereditária para os diabetes, poderá apresentar sintomas dessa doença, durante um período de tensão.
Praticamente todas as doenças apresentam componentes emocionais, exceto as manifestações patológicas estritamente hereditárias, como por exemplo, a hemofilia, a anemia falciforme. Também não se colocam entre as moléstias psicossomáticas as causadas por fatores de meio ambiente, intoxicações alimentares, moléstias profissionais (LER) e intoxicações por poluição. Mas é possível, contudo, que mesmo nesses casos, o nível de danos seja aumentado em decorrência da tensão psíquica, já que o estado emocional da vítima frequentemente ajuda a determinar o curso da doença.

PRINCIPAIS DOENÇAS PSICOSSOMATICAS:

1 – Distúrbios Cardiovasculares - Tais como Prolapso de Válvula Mitral, doença coronariana, infarto do miocárdio e a hipertensão.

2 – Distúrbios Respiratórios: Síndrome de Hiperventilação (respiração aumentada para além daquela necessária para manter os gases sanguíneos dentro da variação normal), Asma (constrição dos brônquios).

3 – Distúrbios Imunológicos: Distúrbios alérgicos, câncer, Distúrbios autoimunes.

4 – Distúrbios Gastrintestinais: (Um dos locais mais comuns de sintomas psicossomáticos): Síndrome do colo irritável, Doença péptica ulcerosa (ulcera no estomago ou duodeno), doença de Crolm, colite ulcerativa.

5 – Distúrbios Cutâneos: Prurido (coceira), Psoriase (dermatite crônica – lesões avermelhadas – aparência prateada e escamosa), Hiperidrose (sudorese excessiva), Dermatite atópica (eczema), urticária.

6 – Artrite Reumatóide – Inflamações articulares e estruturas associadas.

7 – Distúrbios Endócrinos: - Do Pâncreas (Hipoglicemia/Diabetes Mellitus)
- Tireoideanos (Hipertireoidismo/hipotireoidismo)
- Paratireoideanos (Hiperparatireoidismo/hipoparatireoidismo)

8 – Dores Crônicas

Algumas características de personalidades fazem com que as pessoas fiquem sujeitas as doenças psicossomáticas, como por exemplo:
- Diabetes: Pessoas com essa doença apresentam longas historia de mal-estar, cansaço, moleza e sentimento de depressão e desespero – vivem grandes conflitos psicológicos abaixo da superfície. O diabético típico é indeciso, deixa para outros decidirem e depois assumem o papel de má vontade. São pessoas que na primeira infância parecem ter-se debatido entre o ressentimento aos pais e a submissão dócil a eles.
- Câncer: Pacientes com essa doença tem historia de desespero, falta de esperança ou possibilidade de conseguir qualquer coisa na vida. São pessoas que não conseguem ver o verdadeiro sentido da vida.
- Enfarte – A vítima típica de enfarte não aceita ajuda de ninguém, apesar de sobrecarregado de trabalho duro e responsabilidades aumentadas. Gostam de dominar família, o trabalho e a comunidade – Não revela deficiências, nem fraquezas.
- Constipação Crônica - Tem a função psicológica de expressar sentimento de resistência e negativismo diante de um mundo que lhes parece hostil e desprovido de afeto. Sente-se rejeitado e privado de afeto.


Porque se apresentam alguns sintomas e não outros? Porque o organismo se altera de maneiras diferentes sob a influencia da tensão emocional.
Os filhos também podem se fixar e sintomas semelhantes ao do pai e da mãe. E também pode existir uma culpa em decorrência de sentimentos relativos aos pais que podem influir na escolha de sintomas.

Como evitar doenças psicossomáticas? Doenças físicas constituem afloramentos da confusão intima, da qual o individuo tem apenas uma consciência vaga.
São sentimentos reprimidos e que ficam ao nível do inconsciente. Mas a repressão pode enganar a mente, mas não ao corpo, que reage aos processos inconscientes, se expressando por uma linguagem fisiológica para se defender da confusão intima. Por isso a psicoterapia, e principalmente a regressão de memória, tem sido uma excelente auxiliar no tratamento e prevenção das doenças, pois tem a finalidade de tornar consciente aquilo que tenha sido anteriormente inconsciente, possibilitando ao paciente a solução das dificuldades com o auxilio da mente racional e consciente. O psicólogo procura compreender quais os mecanismos usados pelo paciente que estão prejudicando a sua saúde. Ele vê o paciente como um todo, sabe do efeito negativo das emoções alteradas, nas moléstias do corpo. Procura escutar o paciente, se envolve com os sentimentos dele, o compreendendo e o ajudando.
As pessoas adoecem tanto porque a maioria das perturbações psicossomáticas proporciona á vítima um ganho secundário inconsciente que serve para perpetuar a perturbação.
É menos humilhante ainda sofrer de um mal físico do que sofrer problemas emocionais.
MANEIRAS DE AJUDAR A SI MESMO


1 – Simplifique a sua vida – quando as tensões da vida se acumulam, qualquer pessoa pode ter problemas emocionais.
2 – Não se deixe perturbar pelas adversidades – procurar ver que a vida tem outras coisas mais importantes que os momentos difíceis.
3 – Aceite a responsabilidade da sua recuperação.
4 – Procure falar com um profissional de ajuda.
5 – Procurem ter uma atitude positiva quanto à psicoterapia





Este Texto foi baseado no Tratado de Psiquiatria - Cap. 15 de autoria do Dr. Tray L. ThaompsonII

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma Geração em Perigo

Pode-se dizer a adolescência é uma fase complexa e turbulenta. Deparamos-nos com uma imensa gama de incertezas, inseguranças, mudanças de conceitos, mudanças físicas, mental e muitas vezes social. Isso tudo adicionado a cobranças da família, que exige uma determinada postura, além das influências do meio externo.
É necessário que o jovem seja levado a sério. Sabemos que todos nós temos pontos negativos e positivos, qualidades e defeitos. Tudo isso é absorvido pelo jovem de muitas formas, de acordo com a estrutura psíquica de cada um. Tal estrutura está ainda em formação e organização sujeito a conflitos e instabilidades. Os estímulos externos são responsáveis pelas modificações, danos e ganhos para essa estrutura.
Sendo assim, podemos falar de uma doença que vem assombrando famílias e destruindo vidas promissoras. A depressão tem se manifestado em jovens com efeitos devastadores. Especialistas acreditam que essa doença pode ser a causa básica de distúrbios alimentares, doenças psicossomáticas, transtornos de aprendizagem e do abuso de drogas.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, jovens gravemente deprimidos têm grande tendência ao suicídio. Muitas mortes consideradas acidentais podem ter sido suicídio. Não tratar os conflitos e sintomas dos adolescentes é brincar com o perigo. Essa negligência tem colocado toda uma geração em risco. O adolescente enfrenta pressões bem mais intensas do que os pais imaginam.
Desde o início do século XX, é notório que as sucessivas gerações vivem em maior risco que seus antecessores de sofrer uma grande depressão. Não só a famosa tristeza, mas uma apatia paralisante, desânimo, transferência da dor psíquica para o corpo e consequentemente, pena de si mesmo. Episódios como estes vêm iniciando em idades cada vez mais baixas.
Escreve a médica psiquiatra Dra. Katleen Mc Coy em seu livro -- Entenda a depressão do seu filho adolescente (Ed. New York: Perigee, 1994): '' Os adolescentes hoje sentem - se menos seguros, menos confiantes e menos esperançosos do que nos sentíamos uma geração atrás''.
Mas afinal quais são os sintomas? Quais as causas? Como fazer para ajudar os adolescentes deprimidos?
De fato nem sempre é fácil reconhecer os indícios da depressão. Todo jovem passa por momentos tristes dorme horas a mais que adultos e apresenta o que os pais costumam chamar de ''preguiça''. Atenção! A tristeza é uma emoção normal e saudável; a depressão é doença. O desafio é entender e reconhecer a diferença. O grau de intensidade das aflições e a duração dos sentimentos negativos é que irão apontar a existência ou não da doença.
O Dr. Andrew Slaby -- psiquiatra e cientista -- descreve a doença da seguinte maneira: '' Imagine a pior dor física que você já sentiu dor de dente ou queimadura, multiplique por dez e retire a causa: talvez se aproxime da dor causada pela depressão.
O jovem que não demonstra sinais de se consolar ou de voltar à rotina uma semana após a ocorrência de tristeza, independente da razão, ou seis meses depois de grande perda pessoal, pode desenvolver um distúrbio depressivo. Não é um critério para diagnóstico, porém merece atenção dos familiares. Além disso, existem os sintomas mais clássicos: isolamento, distúrbio do sono, falta de apetite, comportamento autodestrutivo, queda no rendimento escolar, entre outros.
Em geral, a depressão não é causada por um único fator, mas por uma combinação de fatores estressantes. As mudanças físicas e emocionais resultantes da puberdade geram insegurança e medo. Rejeição pelos colegas da escola, as primeiras experiências românticas, mudança de escola, cidade ou país. Divórcio ou atitude dos pais também entra como causas mais comuns desencadeantes de episódios depressivos.
É comprovado cientificamente que componentes genéticos ou hereditários são facilitadores da manifestação da doença. Assim como transtornos neurológicos ou desequilíbrio bioquímico. Adolescentes com déficit de aprendizagem tendem a uma baixa autoestima quando não conseguem acompanhar os colegas e podem deprimir.
São inúmeras as combinações de causas da doença. Está claro que jovem deprimido precisa de ajuda. Porém estes não conseguem sozinhos. Primeiro, um adulto deve reconhecer o problema e leva-lo a sério. Essa é a parte mais difícil. Muitas vezes os próprios pais ou o responsável precisam de orientação e tratamento. A melhor forma de ajudar ainda é o diálogo entre pais e filhos. Ouvir o que ele está sentindo, qual a real motivação dessa ''dor'' tão difícil de ser descrita, mas que naquele momento passa pela perda ou falta de algo muito importante. Se o apoio da família não for suficiente para contornar a doença, deve - se recorrer a um profissional da saúde para cuidar do caso adequadamente.
Nos dias de hoje não podemos nos dar ao luxo de ter preconceitos ou optar por ignorar o problema. Doenças psiquiátricas são cada vez mais comuns entre a população e evoluem quando não tratadas.

domingo, 17 de julho de 2011

Doenças pssicosomáticas ( uma linguagem corporal )

Doenças Psicossomáticas, uma linguagem corporal


             Inicialmente, cabe falarmos um pouco, sobre o que é a doença e abordagem psicossomática.
A doença, qualquer que seja ela, vai estar “presa” ao corpo. Este mesmo corpo que ao nascer, foi tratado (espera-se), com todo carinho e atenção. Pensemos um pouco, que este alguém que se dedicou a nós quando nascemos e também durante o nosso crescimento, nos deu carinho, afeição e amor (na maioria das vezes, nossa mãe) deixou em nós marcas profundas e que na certa, todos carregamos por toda a vida. Quando tais sentimentos, não foram proporcionados pela mãe, certamente o foram por outra pessoa.
Toda criança desperta em nós bons sentimentos. Uma criança possui uma força enorme, no sentido de mobilizar-nos emocionalmente; isso para não irmos um pouco mais adiante e dizermos, lembrando que “a criança é o pai do homem”.
Quando ficamos doentes, de certa maneira, voltamos ou tendemos voltar à condição de crianças; numa linguagem mais técnica, regredimos; ficamos mais “dengosos”, queremos atenção, consideração, cuidados, etc. Com tudo isso, quer dizer que quando adoecemos “procuramos” nossa mãe.
Assim ,quando somos crianças, somos fortes, conseguimos “seduzir  adultos; temos um poder de persuasão muito maior do que quando nos tornamos adultos. Aqui, quando adultos, a doença pode, e às vezes assume as rédeas da sedução do outro. Quantas vezes, vemos pessoas doentes, que se aproveitam dessas doenças para obterem pequenos favores ou comodidades.
Quase sempre, “procuramos” as doenças das quais somos portadores. Esse procurar, no entanto, não é claro nem explícito pois, ele se mascara, escondendo-se atrás de sintomas, emoções e sentimentos.
Inúmeros são os sintomas que parecem ser de alguma doença orgânica e que na realidade, correspondem a uma manifestação corporal de depressão.
Conceitos e visões entrelaçam-se no conceito da doença. A visão centrífuga durante muitos anos, deu conta de explicações que tentavam justificar que o surgimento de uma doença é momentâneo e imediato e que seus males se disseminam pelo corpo, cabendo, então, a extirpação imediata da doença ou do órgão por ela afetado. Podem-se exemplificar inúmeras doenças; entretanto, citaremos algumas: problemas cardíacos; gastrites e úlceras. Neste tipo de visão de doença, uma gastrite tem seu início e eclosão no próprio estômago ou órgãos desse sistema. Uma doença do coração, tem seu foco de início no próprio órgão enquanto a úlcera tem como local de origem o estômago ou duodeno.
A visão centrípeta sobre o conceito de doença, procura não relacionar o órgão ou local onde a doença se mostra, como origem necessária dessa doença. O local, órgão ou região onde surge a doença ou os seus sintomas, se limitará apenas em ser o seu ponto de manifestação física. O que isso significa ? Esta doença, ora manifestada num determinado órgão, está sendo a expressão de situações ligadas a todo o contexto vivido pelo seu portador. Estamos, sem dúvida, falando de contextos nos quais se ligam emoções, sentimentos, afetos. Quando nos referimos o contexto vivido, ligado a emoções, sentimentos e afetos o tempo passa a ter grande significado. Estamos dizendo que esta determinada úlcera ou este problema cardíaco ou até mesmo uma gastrite, pode ter se iniciado por sentimentos de alguma perda afetiva, raivas reprimidas, enfim emoções que, no passado deixaram de ser expressadas de forma natural, espontânea. Em tais exemplos, cabe lembrar, não se encontra em questão, doença que apresentam a hereditariedade como causa.
Muitos médicos, atualmente, têm começado uma busca nos sintomas das doenças, através do Homem, da pessoa como um todo. Contudo, a Medicina, ainda mantém uma tendência a visualizar o doente, como algo passivo, como alguém que está ali para ser paciente, portanto, é a condição daquele que é portador de um mal, uma doença.
A pessoa doente ou com alguma sintomatologia, não representa, na visão psicossomática, uma pessoa inerte; em outras palavras, ela não é um doente, e, sim, uma pessoa que tem alguma doença. Isso é diferente. Enquanto alguém tem uma doença, significa que também tem coisas nele, não doentes, enquanto, se este alguém é doente, fica implícito que é toda doença.
Quanto a definição de psicossomática, é ao mesmo tempo uma filosofia – porque envolve uma visão de ser humano, uma maneira de definir o ser humano – é uma ciência que tem como objeto os mecanismos de interação entre a dimensão mental e a dimensão corporal.
De certa forma a Psicossomática também é uma prática clínica, cujo conjunto teórico muito se aproxima dos conteúdos das disciplinas Psicologia Médica e Psicologia Hospitalar.
Passamos agora pelo doente, Mac Lean, considera que os doentes psicossomáticos são incapazes de verbalização conveniente, pois suas emoções não estão ligadas aos processos intelectuais, e, por esse motivo as tensões se descarregam sobre o hipotálamo pelo sistema neurovegetativo, provocando as psicossomatizações.
Nas biopatias, que segundo a Escola Européia de Orgonomia, tem sua origem antes do nascimento. A emoção “medo” já está presente no plano verbal, e quando não há nenhuma manifestação somática, a emoção fica reprimida na consciência, mas presente no organismo. A evolução é imprevisível e depende de fatores desencadeantes, como por exemplo, stress físico ou emocional. Assim nas biopatias  todo organismo está implicado, a doença invade o corpo.
Estudos apontam para uma ligação entre o estado mental e doença, com indícios convincentes de que o sistema imunológico poderia ser um importante elo entre o cérebro e a saúde física.
Segundo  Goleman. D, o sistema imunológico é o meio através do qual o organismo se defende de doenças infecciosas e do câncer. Tem duas tarefas primárias: distinguir entre células “próprias” e células  “não próprias” e, em seguida, destruir, neutralizar ou eliminar substâncias estranhas identificadas como não próprias, que naturalmente não fazem parte do organismo.
Inúmeras são as doenças que afligem o indivíduo, desencadeadas ou não pelo seu emocional. After-me-ei em algumas, iniciando pelo CÂNCER.
         Nos Estados Unidos, têm surgido há algum tempo, muitos questionamentos que dão conta do Câncer enquanto doença cercada por questões afetivo-emocionais. No organismo vivo, cada célula, ou melhor, cada grupo celular específico, possui funções próprias, que são muito específicas, para aquele tipo de função desempenhada por aquele órgão. Como é de se esperar, todos os nossos sentimentos, afetos e emoções impregnam essas células. Senão, vejamos: quando ficamos com raiva, nosso organismo fica pronto ou para “fugir” ou para “lutar”, quando temos raiva, contraímos; nossos músculos ficam tensos, enquanto quando sentimos alegria, tranqüilidade, ocorre um abrandar dessas energias.
Existem Estudos que comprovam que pessoas mais fechadas, mais tensas e chegadas ao isolamento, tendem mais a desenvolverem quadros de tristezas, depressões e pessimismos. Seus corpos “sabem” o que as emoções lhes pedem e respondem com  “obediência” , dando como resposta, quem sabe, uma cefaléia (dor de cabeça), uma gastrite (dor  no estômago produzida por inflamação) ou quem sabe, uma doença do coração.
Às vezes, o que o corpo executou, não foi suficiente para redimir a pessoa da culpa, sobrevindo doenças mais graves, talvez, como uma desordenada proliferação de células defeituosas. Aliás, já foram comprovados em Estudos, que tais células sofrem um controle contínuo por nosso Sistema de Defesa Imunológico, que tem como finalidade, impedir uma produção desordenada de células anormais. Todos os componentes de nosso Sistema de Defesa Imunológico, ao que parece, estão ligados às emoções e sentimentos.
Um câncer, não se formou naquele momento, ou dias antes de ter sido detectado. Muitas vezes, ou na maioria das vezes, o seu desenvolvimento e evolução tiveram início muitos meses ou anos atrás, momento em que, “enviamos uma mensagem” para nosso Sistema Imunológico “ordenando” que algo deveria ser feito naquele sentido. Falta de carinho, distanciamento de afetos, ou quem sabe, raivas “incubadas” durante muitos anos, ocasionaram um proliferar desordenado de células ou grupos celulares.
        Em se tratando de CORAÇÃO, a questão parece mais clara. Não há quem deixe de perceber seu coração acelera diante determinadas situações emocionais, bem como de atribuir alguma representação simbólica a ele, investindo-o, pois, de um significado subjetivo. Não obstante, os caminhos e a maneira através dos quais as emoções repercutem no coração.
Situações de ansiedade estimulam através do hipotálamo – a liberação de catecolaminas e corticosteróides, seja por ação direta do sistema simpático, seja por ação indireta sobre as supra-renais. Algumas dessas substâncias repercutem sobre o aparelho cardiovascular – elevação de freqüência cardíaca, da pressão arterial, vaso constrição periférica e outras reações.
Fazem também referência ao aparecimento de manifestações cardiovasculares desencadeadas por fatores emocionais; entre elas a doença coronariana e a hipertensão arterial, que são as mais comuns do mundo moderno.
          E DOENÇAS DE PELE, acontecem ? A pele é um órgão particularmente fascinante, e as doenças de pele possa se enquadrar entre as biopatias do sistema nervoso, pois o sistema nervoso origina-se no ectoderma do embrião.
Ela é ao mesmo tempo intimamente privada e notavelmente pública, é a interface final entre o eu e o outro – o nosso mundo interior e o mundo externo. Acaba sendo o portal através do qual sentimos o mundo e pela quais nossas primeiras sensações aconteceram – o TOQUE – ao nascermos.
Como o maior órgão do nosso corpo (esticada, tem cerca de 2 metros quadrados), a pele é a primeira linha de defesa contra o ataque constante de micróbios, traumas físicos e elementos ambientais irritantes.
Pode-se esperar que um órgão tão complexo, traduza problemas emocionais em sintomas físicos ?
Os estudiosos tendem a afirmar que alguns problemas são causados por estresse, conflitos concernentes a sentimentos e impulsos hostis – agressivos, já que a hostilidade seria reprimida devido a sentimento de culpa. Bem como, há situações em que o contato, a carícia forem insuficientes, provocando uma erotização da pele.
As doenças dermatológicas consideradas biopatias primárias e que tendem a ter forte componente emocional são: eczema constitucional, psioríase, dermatite de herpes, alopecia (queda de cabelo em certas zonas), línquem, liquitose (pele de peixe), causando em algumas situações muito constrangimento à pessoa, desfavorecendo sua auto-imagem, até por ser uma doença fisicamente visível.
Nesse momento não é somente primordial dissertarmos as inúmeras doenças e suas causas, mas também termos consciência se contribuímos para o desencadeamento delas, como ? estressados, insatisfeitos, culpados ...Percebemos que o nosso organismo não está separado de nossas experiências e que aquilo que vivemos -  nossos pensamentos, sentimentos, necessidades e crenças- tem uma repercussão no funcionamento de nosso corpo.
         A doença vem deflagrar algo a respeito de nós mesmos e de nossas vidas
 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Esse vídeo retrata os riscos das doenças psiocossomáticas.
Espero que tenham gostado!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Doenças Psicossomáticas:Desequilíbrio Corpo e Mente

Doenças psicossomáticas são quando problemas psicológicos se tornam físicos. É um processo pelo qual a pessoa “transfere” para o organismo a carga emocional decorrente de algum problema que está vivendo. A explicação seria que a pessoa, por não saber expressar suas emoções e internalizar seus conflitos de forma adequada, acaba por armazenar suas tensões em seu corpo. Os problemas mais relatados pelos somatizadores são dor no peito, fadiga, tontura, dor de cabeça, inchaço, dor nas costas, falta de ar, insônia e dor abdominal.

Caracterizam-se as possibilidades de distúrbios de função e de lesão nos órgãos do corpo, devido ao mau uso e ao efeito degenerativo, e descontroles dos processos mentais. Diferencia-se neste ponto das doenças mentais, em que o mau desempenho não é opcional.
Distúrbios emocionais desempenham papel importante, precipitando início, recorrência ou agravamento de sintomas, distinguindo das doenças puramente orgânicas. Porém, elas podem se transformar em doenças crônicas. Tendem a associar-se com outros distúrbios psicossomáticos. Isso pode ocorrer numa família, em diferentes períodos da vida de um paciente ou em certos ambientes de trabalho e até de lazer. Geralmente esta conduta, que pode partir dos próprios médicos que acompanham o caso, gera muitas dúvidas ao paciente: “mas como é psicológico se está doendo?”; “mas é verdade, não é coisa da minha cabeça?”.

A hipótese de que uma pessoa tenha uma doença psicossomática não significa que a dor e a enfermidade não existem. Pelo contrário, o corpo realmente está em sofrimento, com dores, feridas, descontroles e descompensações orgânicas, que inclusive são até dificilmente controladas com as terapias medicamentosas e os recursos da medicina tradicional.

As doenças psicossomáticas podem se manifestar nos diversos sistemas que constituem nosso corpo, como por exemplo: gastrointestinal (úlcera, gastrite, reto colite); respiratório (asma, bronquite); cardiovascular (hipertensão, taquicardia, angina); dermatológico (vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema); endócrino e metabólico (diabetes); nervoso (enxaqueca, vertigens); das articulações (artrite, artrose, tendinite, reumatismos).

Não é raro, nos casos de doenças psicossomáticas, que as pessoas enfrentem dificuldades no diagnóstico e insucesso dos tratamentos propostos, gerando uma perambulação por vários médicos especialistas em busca de cura ou alívio. O diferencial mais importante para se considerar uma doença como psicossomática é entender que a causa principal desta descompensação física, que aparece no corpo, está na esfera emocional da pessoa, ligada, portanto à sua mente, aos seus sentimentos, à sua afetividade. E esta variável emocional se torna importante tanto no desencadeamento de um episódio, de uma crise, quanto na intensidade e/ou manutenção do sintoma, conforme cada pessoa. As relações entre o corpo e a mente são mais próximas do que costumamos imaginar e os mecanismos inconscientes são muito presentes nesta ligação. Por isso é comum a sensação inicial de que os sintomas “vieram de repente”, “não teve nenhum motivo para que eu ficasse assim”, “não consigo entender o que aconteceu”. Por exemplo, é difícil para um paciente com gastrite identificar quais podem ter sido as causas emocionais do desencadeamento de uma nova crise. A ansiedade e a irritabilidade são sentimentos comuns nos quadros psicossomáticos, e há uma tendência a identificar e culpabilizar eventos externos pelo problema, aumentando a sensação de impotência diante das dificuldades. É importante deixar claro que o corpo também deve ser cuidado com as terapêuticas adequadas (no nosso exemplo, a pessoa com gastrite deve procurar o médico e realizar exames solicitados, tomar os remédios prescritos, fazer uma dieta alimentar caso seja indicada). Geralmente, o aconselhável é um atendimento psicológico associado, que possibilite auxiliar o sujeito a nomear os sofrimentos que vivencia, para além do real do seu corpo.

No organismo vivo, cada célula, ou melhor, cada grupo celular específico, possui funções próprias, que são muito específicas, para aquele tipo de função desempenhada por aquele órgão. Como é de se esperar, todos os nossos sentimentos, afetos e emoções impregnam essas células. Senão, vejamos: quando ficamos com raiva, nosso organismo fica pronto ou para “fugir” ou para “lutar”, quando temos raiva, contraímos; nossos músculos ficam tensos, enquanto quando sentimos alegria, tranquilidade, ocorre um abrandar dessas energias. Existem Estudos que comprovam que pessoas mais fechadas, mais tensas e chegadas ao isolamento, tendem mais a desenvolverem quadros de tristezas, depressões e pessimismos. Seus corpos “sabem” o que as emoções lhes pedem e respondem com “obediência”, dando como resposta, quem sabe, uma cefaleia (dor de cabeça), uma gastrite (dor no estômago produzido por inflamação) ou quem sabe, uma doença do coração.

Às vezes, o que o corpo executou, não foi suficiente para redimir a pessoa da culpa, sobrevindo doenças mais graves, talvez, como uma desordenada proliferação de células defeituosas. Aliás, já foram comprovados em Estudos, que tais células sofrem um controle contínuo por nosso Sistema de Defesa Imunológico, que tem como finalidade, impedir uma produção desordenada de células anormais. Todos os componentes de nosso Sistema de Defesa Imunológico, ao que parece, estão ligados às emoções e sentimentos. A doença é aquela verdade que a pessoa esconde de si mesma. O tempo todo incorruptível, trazendo a sombra, a emoção retida que a pessoa não pode ver de uma maneira simbólica. Assim, o sintoma é uma saída que a pessoa encontra para expressar o que ela não consegue falar ou sentir. Todo sintoma traz um caminho para a saúde. Mostra que algo não vai bem. Há sentimentos escondidos. Põe para fora o que é necessário.
A doença não mente! Traz a polaridade que está sendo negada, negligenciada. Põe o sujeito para lidar e resolver o que o impede de ser o que ele deseja ser. A emoção e o sintoma são íntegros! Eles querem que o sujeito mude o caminho da vida. Cada doença mostra um caminho metafórico e nos propõe algumas perguntas interessantes:
O que este sintoma te impede?
O que este sintoma te obriga?
O que aconteceu com você nos anos anteriores ao surgimento do sintoma?
O que você gostaria de estar fazendo e não pode fazê-lo?
Há pessoas envolvidas no seu problema de saúde? Como?
Com o que se parece seu problema? (Sugerir uma metáfora/analogia).
As pessoas que sofrem de problemas psicossomáticos têm dificuldades de simbolizar, fazer analogias, sentir emoção. Aprenderemos técnicas derivativas que nos possibilitam pelos símbolos, cores, chegar até as emoções retidas, recalcadas. Normalmente as pessoas estão cansadas de se machucar, aprendem a evitar os problemas e a doença aparece para avisar que ainda é preciso fazer alguma coisa.
É preciso aceitar a doença, para poder curá-la. Mesmo que isto traga tristeza e sofrimento é a maneira honesta de ouvir o que seu corpo fala sobre você. Precisamos ter coragem de sentir este sentimento para poder curar. É como assumir a guerra e assim lutar! Conhecer o que a doença quer dizer, que coisas devo matar, retirar, mudar para sarar. O que devo cuidar? Dos sentimentos, é claro.

Felicidade e saúde são objetivos que se constroem todos os dias, com realizações simples e atos pequenos a nosso favor, como: ouvir uma boa música (no carro que seja), não exagerar na comida, tomar um sorvete andando na rua em um dia quente, sair mais cedo de casa para não pegar tanto trânsito, ligar para um amigo que faz tempo que não vemos, chegar do trabalho e dar uma caminhada, tentar dormir mais cedo, ser pró-ativo e não deixar que os problemas cresçam de maneira angustiante e tentar ter paciência com a vida.
É importante dizer que o corpo deve ser cuidado com medidas terapêuticas adequadas a cada tipo de manifestação da doença, além de ser aconselhável um atendimento psicológico associado ao tratamento. Juntas, essas iniciativas possibilitam auxiliar o indivíduo a reconhecer os sofrimentos que está vivenciando para além do seu corpo.

A importância deste tratamento se dá ao fator do rompimento de uma possível evolução crônica da doença, o que pode limitar progressivamente a vida social e emocional do indivíduo. Portanto, se você se identifica com alguns destes sintomas, procure ajuda médica ou converse com um psicólogo. Esses profissionais ajudam a superar as dificuldades, especialmente na fase de diagnóstico. Mas lembre-se, depende muito de você mesmo querer se ajudar!

Somos muito mais competentes do que imaginamos para nos proteger e nos realizar. O que precisamos é acreditar nisso.


domingo, 10 de julho de 2011

Sintomas Psicossomáticos Comuns na Adolecência

Na adolescência, os sintomas psicossomáticos freqüentemente têm relação com o estágio de desenvolvimento. Na fase precoce (11 a 14 anos), as mudanças do corpo, a masturbação, a definição da identidade sexual são os principais fatores estressantes. Na adolescência média (14 a 17 anos), os conflitos que aparecem são de tentativa de independência da família e em relação ao início dos relacionamentos amorosos. Na fase tardia (17 a 20 anos), os principais problemas são relativos a início profissional, preocupações com o futuro, questões espirituais e filosóficas.

Os sintomas psicossomáticos mais comuns na adolescência são cefaléia, dor no peito, dor abdominal e fadiga persistente(4,13).


CEFALÉIA

A investigação clínica habitual deve ser feita afastando-se alguma doença de base, como as de causa neurológica, oftalmológica, otorrinolaringológica, etc. A cefaléia sem causa orgânica bem definida geralmente é de intensidade leve ou moderada, não impedindo o adolescente de continuar exercendo as atividades normais do seu dia-a-dia. Freqüentemente é difusa, crônica, intermitente e acontece no decorrer ou final do dia. Raramente o paciente acorda com dor pela manhã ou no meio da noite. É comum o adolescente relacionar a dor a cansaço, estresse ou preocupação. Na investigação diagnóstica, o profissional de saúde deve averiguar a presença de algo que esteja provocando estresse nos ambientes em que o adolescente vive: lar, escola, trabalho. Outro dado comum é a presença de cefaléia em membros da família.

A consulta clínica com abordagem psicossomática favorece a compreensão, pelo paciente, da origem dos sintomas, sendo um momento em que ele tem a oportunidade de expor seus temores. Isso provoca um alívio de sua ansiedade, pois muitas vezes o adolescente pensa ter um problema grave como um tumor cerebral. O tratamento também pode ser feito com o controle do estresse e com a administração de medicamentos analgésicos, vasoconstritores e antidepressivos.


DOR NO PEITO

Comum em pacientes ansiosos e deprimidos, geralmente não tem relação com esforço físico nem com outros sintomas cardíacos ou respiratórios associados. O exame físico é normal. Deve ser observada com atenção a dor acompanhada de palpitações, que podem indicar a presença de uma arritmia cardíaca. Quando não se encontram outros fatores orgânicos que justifiquem a dor, devem-se aprofundar as questões relacionadas a determinados tipos de estresse que não são regularmente relatados, como abuso sexual, medo de gravidez, etc. Às vezes a dor é similar a problemas cardíacos ocorridos em familiares próximos. O tratamento inclui orientação do paciente sobre a possível origem dos sintomas, intervenção no meio ambiente com afastamento dos possíveis fatores estressantes, relaxamento, psicoterapia e medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos nos casos mais graves.


DOR ABDOMINAL

É uma dor geralmente mal definida, de localização imprecisa, sem relação com a ingestão de alimentos ou com o funcionamento intestinal. É crônica, de pequena ou moderada intensidade, às vezes acompanhada de palidez e dor de cabeça. A dor costuma melhorar com repouso adequado, alimentação saudável, orientação sobre a abolição do uso do fumo e controle do uso de chicletes, refrigerantes e bebidas alcoólicas.


FADIGA CRÔNICA

Os pais se queixam muito do cansaço e da sonolência excessiva dos filhos adolescentes. Nesses casos deve ser investigada a associação com problemas infecciosos, imunológicos e alérgicos crônicos. A etiologia, porém, permanece mal definida, e alguns autores atribuem tal cansaço crônico a um quadro depressivo latente. A melhora dos sintomas se dá com orientação sobre mudança de hábitos de vida, retomada de atividades físicas prazerosas e o uso de antidepressivos em situações mais incapacitantes.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

A abordagem psicossomática privilegia o doente, e não a doença, e tenta compreender seu significado. Relacionar um sintoma físico a um problema emocional requer cuidado, paciência e raramente se consegue numa primeira consulta. Para isso é necessário recolher uma história minuciosa, focalizando a investigação no paciente, e não em seus sintomas, e dar-lhe chance de expor seus sentimentos. A doença muitas vezes é uma escapatória de uma situação de conflito ou aparece pela necessidade de atenção e carinho, necessidade de ser cuidado. Alguns profissionais de saúde, quando identificam que a origem dos sintomas do paciente não está numa patologia orgânica, tendem a classificar a doença como psicológica e desvalorizá-la, não dando a devida atenção ao sofrimento do paciente. Deve-se lembrar de que, mesmo não tendo um substrato anatômico que justifique o sintoma, o paciente o sente e precisa, da mesma forma, de ajuda para se livrar dele.

A abordagem psicossomática diminui o tempo de tratamento, evita exames complementares desnecessários e abrevia o sofrimento do paciente.






sábado, 9 de julho de 2011

Doenças Psicossomáticas

Toda doença humana é psicossomática, já que incide num ser que tem corpo e mente inseparáveis anatômica e funcionalmente. Por isso a expressão doença psicossomática não é muito adequada, pois nela está subentendido que existem outras doenças que não são psicossomáticas, ou seja, com separação entre psique e soma. Corpo e mente são indivisíveis, e dentro dessa ótica todas as doenças são psicossomáticas, porque atingem tanto a psique como o soma. Entretanto, na visão biologicista da medicina atual e na estrutura curricular da maioria das escolas médicas, observa-se uma fragmentação do ser humano, que é estudado por partes e sistemas, e não como um todo. Em consequência, nesse quadro que se desenha, aprende-se a tratar de doenças, e não de pessoas doentes, que têm uma existência biológica, psicológica e social.

Este artigo visa destacar a importância dos mecanismos emocionais envolvidos na gênese das doenças e na relação médico/paciente, valorizando a psique e tentando compreender de forma global o que se passa com o paciente para oferecer um tratamento mais eficaz.

Essa visão mais holística do paciente torna-se fundamental na adolescência, por ser esse um período de muitas e grandes transformações, com a vivência de novos conflitos e a reativação de antigos (7). Na adolescência, em especial, é indispensável a visão integral do ser humano.

É necessário enfatizar que a doença tem um caráter social e cultural, com base não só nas condições sociais e econômicas da população, mas nas relações sociais de produção(5). O adoecer sofre também profundas influências de questões socioculturais. Determinados sintomas em uma classe social podem não ser considerados como tais em outra. A percepção das sensações é desigual nas diversas classes sociais. Por exemplo, as sensações que se seguem a uma refeição farta podem representar malestar, peso no estômago para as classes superiores, mas, para as classes populares, podem significar euforia pós-prandial, estar forrado, satisfeito(2).

A interpretação que os indivíduos dão à sua doença e a seus sintomas difere conforme conceitos morais, culturais e religiosos. Essas diferenças culturais delimitam formas de percepção e interpretação dos conflitos, provocando somatização em uns e verbalização em outros. Os sintomas das doenças têm representações diferentes para cada pessoa. A relação do indivíduo com seu próprio corpo determina sua forma de adoecer e os cuidados consigo mesmo.

Ao se atender um paciente, deve-se compreender o possível significado do sintoma exposto. A doença não acontece por acaso nem é um fato isolado na vida do indivíduo. Ela ocorre no momento em que o organismo está vulnerável, em função da história pessoal, da bagagem genética, da situação social. O organismo sofre agressões dos meios interno e externo que perturbam a sua homeostase, gerando então a doença.


TEORIAS PSICOSSOMÁTICAS

Diversas teorias tentam explicar a relação existente entre as manifestações biológicas e psicológicas. Didaticamente podemos dizer que duas correntes se destacam. A primeira delas se baseia no efeito que as emoções provocam no organismo através do sistema nervoso e seus neurotransmissores (psicofisiologia). A segunda corrente fundamenta- se na teoria psicanalítica, que tenta esclarecer alguns mecanismos psicológicos envolvidos na gênese das doenças.

Em relação à psicofisiologia, a literatura médica relata várias pesquisas. Alguns trabalhos clássicos, como o de Cannon(6), comprovam as modificações fisiológicas nos estados de fome, raiva e medo que acontecem por influência do sistema nervoso vegetativo. Outra teoria, a de McLean(10), descreve como unidade funcional básica o arco reflexo, que capta os estímulos do mundo exterior pela via aferente ou sensorial, assim como do mundo interior, e através do centro nervoso, que se distribui ao longo do neuroeixo, alcança a via eferente ou efetora, a qual transmite os impulsos para vísceras, aparelho locomotor e outras regiões. A esse conjunto de estruturas deu-se o nome de sistema límbico, que compreende o córtex cerebral (lobo temporal e zonas inferiores do lobo frontal), a área septal, o complexo amigdalóide, o hipocampo e o hipotálamo. O sistema límbico, ao receber os estímulos internos ou externos, transforma-os numa atividade somática ou física (um grito, uma expressão facial, um movimento súbito do corpo, uma alteração circulatória, digestiva, etc.). A percepção do sistema límbico não é intelectual. É o substrato anatômico que estabelece a ligação entre o afeto, o pensamento e o sistema visceral(9).

Na teoria do desenvolvimento, segundo a psicanálise, o indivíduo no primeiro ano de vida só reage aos estímulos externos através do sistema nervoso vegetativo. Ele ainda não tem capacidade de verbalizar ou de se expressar por gestos, pois não dispõe de coordenação motora para isso. Portanto, nessa fase, a comunicação é pré-verbal e as funções vegetativas são de grande ajuda na compreensão dos processos psicossomáticos. A possibilidade de somatizar é um mecanismo de defesa fixado na fase oral do desenvolvimento. Sempre que a relação mãe/filho não estiver boa, o bebê reagirá fisicamente(8). Essa fase inicial do desenvolvimento do ser humano, em que a relação mãe/filho é fundamental, deixa marcas para o resto da vida. Quando o indivíduo enfrentar momentos de crise, poderá reagir reativando processos psicossomáticos com os quais resolverá seus problemas passados. Spitz(12), em seu trabalho de observação de bebês no primeiro ano de vida, chamou a atenção para as reações psicossomáticas dos bebês que não recebiam os cuidados adequados nesta fase. O eczema infantil aparece como reação a um tratamento materno hostil e ansioso, sendo a depressão anaclítica e o marasmo consequências da privação materna parcial ou total. O autor conclui que os distúrbios na formação das primeiras relações objetais do bebê resultam provavelmente em grave prejuízo às relações futuras do ser na adolescência e idade adulta.

Winnicott(14), com sua larga experiência clínica e pesquisas científicas, ressalta a importância dos primeiros cuidados do bebê em sua vida futura. Ele ressalta que um desenvolvimento saudável da psique humana favorece a evolução física e que dificuldades emocionais podem gerar situações somáticas graves. Segundo a teoria psicossomática de Pierre Marty(3), o indivíduo reage a traumas conforme sua organização evolutiva mental. Cada pessoa tem uma forma peculiar de reagir e de somatizar os traumas, dependendo de sua história de vida e da bagagem genética. O ser humano é um sistema complexo de interações que pode estar em equilíbrio ou não. Um trauma externo pode ser mais desordenador para uns do que para outros, dependendo da organização interna de cada um. Quando uma pessoa sofre um trauma, há um movimento de desorganização interna que atinge primeiro as estruturas mais evoluídas, recentemente adquiridas durante o desenvolvimento. Conhecendo-se a economia psicossomática de uma pessoa, podemos prever seu modo de reação mais provável diante dos traumas e como se organiza posteriormente.


ABORDAGEM PSICOSSOMÁTICA

(1986), em levantamento com 630 adolescentes de consultório particular sobre os motivos das consultas, constatou que as queixas sociopsicossomáticas foram as mais numerosas, representando 32,69% do total. A frequência em serviços de saúde de pacientes com sintomas denominados psicossomáticos é grande. Segundo Smith(11), a incidência de problemas psicológicos entre adolescentes americanos chega a aproximadamente 25% (ansiedade, depressão, desordens alimentares e somatizações). No Brasil, Crespin

Entretanto, mesmo os sintomas que não são denominados psicossomáticos têm um conteúdo psicológico latente que quase nunca é exteriorizado e cuja compreensão é desejável para a melhora da doença. Na abordagem psicossomática buscase dar ênfase não só aos sintomas que levaram o paciente ao serviço de saúde como à compreensão do seu conteúdo latente.

Quando se identifica um componente psicológico importante que agrava a doença, o profissional de saúde encaminha o paciente a um psiquiatra ou psicólogo. Freqüentemente, entretanto, a pessoa não aceita ou finge aceitar tal orientação e não procura o psicoterapeuta. Quando o profissional de saúde dá ouvidos às questões emocionais, identifica algumas causas e permite ao paciente compreender que há sentimentos vinculados a seus sintomas, essa atitude torna mais provável a aceitação da necessidade de se submeter à psicoterapia. Esse comportamento do profissional de saúde já caracteriza a psicoterapêutica. Balint(1), em seu livro O Médico, Seu Paciente e a Doença, analisa a relação médico/paciente e constata que o remédio mais usado em medicina é o próprio médico, o qual também precisa ser conhecido em sua posologia, reações colaterais e toxicidade.

A anamnese da consulta clínica com abordagem psicossomática objetiva conhecer o máximo a respeito do paciente, da sua doença e também do ambiente em que vive. Às vezes o paciente faz relatos que, aparentemente, não têm relação com a doença, porém mais tarde se revelam extremamente importantes na compreensão de seu quadro clínico. Alguns dados que normalmente não são privilegiados na anamnese clínica tradicional devem ser valorizados na abordagem psicossomática, como os listados a seguir:

·         Perguntar ao paciente o que ele acha que tem, qual a possível causa de sua doença;

·         O que ele acha que faz melhorar os seus problemas;

·         Que consequências em sua vida pessoal a doença tem causado;

·         Investigar os vínculos mais significativos do paciente: mãe,pai,irmãos,amigos,namoradas(os);

·         Perguntar sobre o cotidiano em família, na escola e comunidade em que vive;

            Investigar os modelos de somatização e de desordem orgânica familiar.



A coleta desses dados e a anamnese tradicional ajudam a contextualizar melhor a doença. O paciente se torna corresponsável pelo tratamento, deixando sua postura passiva para agir ativamente na sua melhora e proporcionar um menor custo da terapia, com menos medicamentos e exames complementares.