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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Distúrbios Psicossomáticos

“Em síntese, é uma ideologia sobre a saúde, o adoecer e sobre as práticas de saúde, é um campo de pesquisas sobre estes fatos e, ao mesmo tempo, uma prática, a prática de uma Medicina integral.”
O termo “Psicossomático” foi introduzido na Medicina em 1818 pelo psiquiatra alemão Heinroth e tinha, naquela ocasião, o sentido de designar as doenças somáticas que surgiam tendo como fator etiológico os aspectos mentais. Mas, em 1922, Felix Deutsch assinalou a Medicina Psicossomática como prática da promoção de saúde que procura levar em consideração a integração entre as funções do corpo e os processos mentais. Na moderna Psicossomática, este conceito evoluiu para o estudo da pessoa como ser histórico, que é um sistema único constituído por três subsistemas: corpo, mente e social. O movimento psicossomático surgiu na década de sessenta no Brasil, no período em que se estabelecia a "Revolução dos Corpos" na Psicologia e na Medicina buscava-se respostas para entender melhor as doenças funcionais que não tinham explicação médica, numa tentativa de integrar o corpo e a mente.
As emoções intensas exercem influência sobre as funções do corpo e faz parte do nosso dia-a-dia. A cada situação emocional corresponde uma síndrome específica de alterações físicas, respostas psicossomáticas, tais como o riso, o choro, o enrubescimento, alterações da frequência cardíaca, da respiração, etc. Quando estes processos psicomotores fazem parte do nosso dia- a- dia, não tem efeitos nocivos, são emoções intensas passivas.
As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas emoções alteram as funções do hipotálamo e sua conexão com a hipófise. As doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais causadas ou agravadas pela tensão nervosa são resultados desta alteração. Sendo assim, pode-se dizer que as doenças psicossomáticas têm componente psíquico, a manifestação de doenças orgânicas é ocasionada por problemas emocionais.
A hipófise, uma glândula que possui ligação com a região do hipotálamo no cérebro, é a responsável pelo mecanismo que desencadeia a doença, uma vez que ela produz hormônios que controlam todas as funções do organismo. O organismo possui suas próprias defesas, ou seja, ele manifesta, coloca para fora as emoções que às vezes a pessoa tenta esconder por meio de tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes.
Doença e excesso de emoção caminham juntos. A emoção pode apresentar um efeito prejudicial permanente ou temporário ao organismo. A junção da ciência médica com a psicologia aplicada formou uma área conhecida como psicossomática que estuda estes efeitos da emoção.



As doenças psicossomáticas influenciam a percepção que o sujeito tem sobre seu próprio corpo. Mesmo quando uma emoção não provoca uma doença, ela pode interferir no curso de uma doença. A emoção pode atuar, decisivamente, contra um tratamento bem-sucedido da tuberculose, das doenças cardíacas, diabete, epilepsia, etc. Quando suas emoções, relacionamentos e suas experiências são afetados, isso pode contribuir para a produção das doenças que envolvem alterações patológicas na estrutura de seu corpo e no seu funcionamento.
A apreensão, o conflito, as aglomerações humanas, os transtornos da vida das pessoas, a mudança rápida e a necessidade do trabalho como meio de sobrevivência, provocam níveis de estresse que ameaçam a saúde e o bem-estar.
Embora não seja uma entidade patológica propriamente dita, o estresse é uma condição de descontrole de uma função fisiológica normal do corpo, que determina o aparecimento de sinais, provocando e complicando diversas doenças. O estresse pode ser uma manifestação normal de adaptação do corpo às exigências de seu ambiente, mas os mais evidentes são os de origem psíquica, por exemplo, a ansiedade que se manifesta organicamente.
O organismo reage às situações que aparecem na vida a partir de potencialidades que estão relacionadas com as doenças desenvolvidas por cada um. São elas:
  • Biológica: refere-se às características herdadas e congênitas, incluindo o funcionamento das glândulas, do metabolismo interno e das resistências e vulnerabilidades do corpo.
  • Psicológica: corresponde aos processos afetivos, emocionais e intelectuais, caracterizando a personalidade, a vida mental, o afeto e a maneira de se relacionar com as pessoas.
  • Social: é relativa a incorporação e influências dos valores, das crenças e expectativas das pessoas com as quais se convive, dos grupos sociais e das diferentes comunidades com as quais entram em contato durante a vida.
As doenças psicossomáticas surgem como consequência de processos psicológicos e mentais do indivíduo desajustados das funções somáticas e viscerais e vice-versa. Caracterizam-se as possibilidades de distúrbios de função e de lesão nos órgãos do corpo.




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