Na adolescência, os sintomas psicossomáticos freqüentemente têm relação com o estágio de desenvolvimento. Na fase precoce (11 a 14 anos), as mudanças do corpo, a masturbação, a definição da identidade sexual são os principais fatores estressantes. Na adolescência média (14 a 17 anos), os conflitos que aparecem são de tentativa de independência da família e em relação ao início dos relacionamentos amorosos. Na fase tardia (17 a 20 anos), os principais problemas são relativos a início profissional, preocupações com o futuro, questões espirituais e filosóficas.
Os sintomas psicossomáticos mais comuns na adolescência são cefaléia, dor no peito, dor abdominal e fadiga persistente(4,13).
CEFALÉIA
A investigação clínica habitual deve ser feita afastando-se alguma doença de base, como as de causa neurológica, oftalmológica, otorrinolaringológica, etc. A cefaléia sem causa orgânica bem definida geralmente é de intensidade leve ou moderada, não impedindo o adolescente de continuar exercendo as atividades normais do seu dia-a-dia. Freqüentemente é difusa, crônica, intermitente e acontece no decorrer ou final do dia. Raramente o paciente acorda com dor pela manhã ou no meio da noite. É comum o adolescente relacionar a dor a cansaço, estresse ou preocupação. Na investigação diagnóstica, o profissional de saúde deve averiguar a presença de algo que esteja provocando estresse nos ambientes em que o adolescente vive: lar, escola, trabalho. Outro dado comum é a presença de cefaléia em membros da família.
A consulta clínica com abordagem psicossomática favorece a compreensão, pelo paciente, da origem dos sintomas, sendo um momento em que ele tem a oportunidade de expor seus temores. Isso provoca um alívio de sua ansiedade, pois muitas vezes o adolescente pensa ter um problema grave como um tumor cerebral. O tratamento também pode ser feito com o controle do estresse e com a administração de medicamentos analgésicos, vasoconstritores e antidepressivos.
DOR NO PEITO
Comum em pacientes ansiosos e deprimidos, geralmente não tem relação com esforço físico nem com outros sintomas cardíacos ou respiratórios associados. O exame físico é normal. Deve ser observada com atenção a dor acompanhada de palpitações, que podem indicar a presença de uma arritmia cardíaca. Quando não se encontram outros fatores orgânicos que justifiquem a dor, devem-se aprofundar as questões relacionadas a determinados tipos de estresse que não são regularmente relatados, como abuso sexual, medo de gravidez, etc. Às vezes a dor é similar a problemas cardíacos ocorridos em familiares próximos. O tratamento inclui orientação do paciente sobre a possível origem dos sintomas, intervenção no meio ambiente com afastamento dos possíveis fatores estressantes, relaxamento, psicoterapia e medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos nos casos mais graves.
DOR ABDOMINAL
É uma dor geralmente mal definida, de localização imprecisa, sem relação com a ingestão de alimentos ou com o funcionamento intestinal. É crônica, de pequena ou moderada intensidade, às vezes acompanhada de palidez e dor de cabeça. A dor costuma melhorar com repouso adequado, alimentação saudável, orientação sobre a abolição do uso do fumo e controle do uso de chicletes, refrigerantes e bebidas alcoólicas.
FADIGA CRÔNICA
Os pais se queixam muito do cansaço e da sonolência excessiva dos filhos adolescentes. Nesses casos deve ser investigada a associação com problemas infecciosos, imunológicos e alérgicos crônicos. A etiologia, porém, permanece mal definida, e alguns autores atribuem tal cansaço crônico a um quadro depressivo latente. A melhora dos sintomas se dá com orientação sobre mudança de hábitos de vida, retomada de atividades físicas prazerosas e o uso de antidepressivos em situações mais incapacitantes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A abordagem psicossomática privilegia o doente, e não a doença, e tenta compreender seu significado. Relacionar um sintoma físico a um problema emocional requer cuidado, paciência e raramente se consegue numa primeira consulta. Para isso é necessário recolher uma história minuciosa, focalizando a investigação no paciente, e não em seus sintomas, e dar-lhe chance de expor seus sentimentos. A doença muitas vezes é uma escapatória de uma situação de conflito ou aparece pela necessidade de atenção e carinho, necessidade de ser cuidado. Alguns profissionais de saúde, quando identificam que a origem dos sintomas do paciente não está numa patologia orgânica, tendem a classificar a doença como psicológica e desvalorizá-la, não dando a devida atenção ao sofrimento do paciente. Deve-se lembrar de que, mesmo não tendo um substrato anatômico que justifique o sintoma, o paciente o sente e precisa, da mesma forma, de ajuda para se livrar dele.
A abordagem psicossomática diminui o tempo de tratamento, evita exames complementares desnecessários e abrevia o sofrimento do paciente.
Os sintomas psicossomáticos mais comuns na adolescência são cefaléia, dor no peito, dor abdominal e fadiga persistente(4,13).
CEFALÉIA
A investigação clínica habitual deve ser feita afastando-se alguma doença de base, como as de causa neurológica, oftalmológica, otorrinolaringológica, etc. A cefaléia sem causa orgânica bem definida geralmente é de intensidade leve ou moderada, não impedindo o adolescente de continuar exercendo as atividades normais do seu dia-a-dia. Freqüentemente é difusa, crônica, intermitente e acontece no decorrer ou final do dia. Raramente o paciente acorda com dor pela manhã ou no meio da noite. É comum o adolescente relacionar a dor a cansaço, estresse ou preocupação. Na investigação diagnóstica, o profissional de saúde deve averiguar a presença de algo que esteja provocando estresse nos ambientes em que o adolescente vive: lar, escola, trabalho. Outro dado comum é a presença de cefaléia em membros da família.
A consulta clínica com abordagem psicossomática favorece a compreensão, pelo paciente, da origem dos sintomas, sendo um momento em que ele tem a oportunidade de expor seus temores. Isso provoca um alívio de sua ansiedade, pois muitas vezes o adolescente pensa ter um problema grave como um tumor cerebral. O tratamento também pode ser feito com o controle do estresse e com a administração de medicamentos analgésicos, vasoconstritores e antidepressivos.
DOR NO PEITO
Comum em pacientes ansiosos e deprimidos, geralmente não tem relação com esforço físico nem com outros sintomas cardíacos ou respiratórios associados. O exame físico é normal. Deve ser observada com atenção a dor acompanhada de palpitações, que podem indicar a presença de uma arritmia cardíaca. Quando não se encontram outros fatores orgânicos que justifiquem a dor, devem-se aprofundar as questões relacionadas a determinados tipos de estresse que não são regularmente relatados, como abuso sexual, medo de gravidez, etc. Às vezes a dor é similar a problemas cardíacos ocorridos em familiares próximos. O tratamento inclui orientação do paciente sobre a possível origem dos sintomas, intervenção no meio ambiente com afastamento dos possíveis fatores estressantes, relaxamento, psicoterapia e medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos nos casos mais graves.
DOR ABDOMINAL
É uma dor geralmente mal definida, de localização imprecisa, sem relação com a ingestão de alimentos ou com o funcionamento intestinal. É crônica, de pequena ou moderada intensidade, às vezes acompanhada de palidez e dor de cabeça. A dor costuma melhorar com repouso adequado, alimentação saudável, orientação sobre a abolição do uso do fumo e controle do uso de chicletes, refrigerantes e bebidas alcoólicas.
FADIGA CRÔNICA
Os pais se queixam muito do cansaço e da sonolência excessiva dos filhos adolescentes. Nesses casos deve ser investigada a associação com problemas infecciosos, imunológicos e alérgicos crônicos. A etiologia, porém, permanece mal definida, e alguns autores atribuem tal cansaço crônico a um quadro depressivo latente. A melhora dos sintomas se dá com orientação sobre mudança de hábitos de vida, retomada de atividades físicas prazerosas e o uso de antidepressivos em situações mais incapacitantes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A abordagem psicossomática privilegia o doente, e não a doença, e tenta compreender seu significado. Relacionar um sintoma físico a um problema emocional requer cuidado, paciência e raramente se consegue numa primeira consulta. Para isso é necessário recolher uma história minuciosa, focalizando a investigação no paciente, e não em seus sintomas, e dar-lhe chance de expor seus sentimentos. A doença muitas vezes é uma escapatória de uma situação de conflito ou aparece pela necessidade de atenção e carinho, necessidade de ser cuidado. Alguns profissionais de saúde, quando identificam que a origem dos sintomas do paciente não está numa patologia orgânica, tendem a classificar a doença como psicológica e desvalorizá-la, não dando a devida atenção ao sofrimento do paciente. Deve-se lembrar de que, mesmo não tendo um substrato anatômico que justifique o sintoma, o paciente o sente e precisa, da mesma forma, de ajuda para se livrar dele.
A abordagem psicossomática diminui o tempo de tratamento, evita exames complementares desnecessários e abrevia o sofrimento do paciente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário